{"id":722,"date":"2021-04-29T10:38:41","date_gmt":"2021-04-29T13:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/fernandesrinhel.com.br\/site\/?p=722"},"modified":"2021-05-07T14:37:26","modified_gmt":"2021-05-07T17:37:26","slug":"issqn-sociedades-simples-no-regime-limitado-quadro-societario-composto-por-medicos-recolhimento-do-issqn-pela-aliquota-fixa-regime-do-artigo-9o-%c2%a7-3o-do-decreto-lei-n-406-1968-servico-pres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fernandesrinhel.com.br\/site\/issqn-sociedades-simples-no-regime-limitado-quadro-societario-composto-por-medicos-recolhimento-do-issqn-pela-aliquota-fixa-regime-do-artigo-9o-%c2%a7-3o-do-decreto-lei-n-406-1968-servico-pres\/","title":{"rendered":"ISSQN fixo independe do tipo socit\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O<br \/>\nProcesso<br \/>\nEAREsp 31.084\/MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 24\/03\/2021.<\/p>\n<p>Ramo do Direito<br \/>\nDIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/p>\n<p>Tema<br \/>\nISSQN. Sociedades simples no regime limitado. Quadro societ\u00e1rio composto por m\u00e9dicos. Recolhimento do ISSQN pela al\u00edquota fixa. Regime do artigo 9\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968. Servi\u00e7o prestado em car\u00e1ter pessoal e em nome da sociedade.<\/p>\n<p>Destaque<br \/>\nSociedades simples fazem jus ao recolhimento do ISSQN na forma privilegiada previsto no art. 9\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968 quando a atividade desempenhada n\u00e3o se sobrepuser \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional e direta dos s\u00f3cios na condu\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa, sendo irrelevante para essa finalidade o fato de a pessoa jur\u00eddica ter se constitu\u00eddo sob a forma de responsabilidade limitada.<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es do Inteiro Teor<br \/>\nA quest\u00e3o cinge-se em saber se uma sociedade limitada faz jus ao recolhimento do ISSQN na forma privilegiada previsto no art. 9\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968. No caso, trata-se de sociedade simples limitada, em que o objeto social \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos desenvolvidos diretamente pelos s\u00f3cios que comp\u00f5em o quadro societ\u00e1rio, cuja responsabilidade pessoal \u00e9 regida pelo C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica.<\/p>\n<p>Pautado nas mais variadas concep\u00e7\u00f5es factuais, hodiernamente a jurisprud\u00eancia dessa Corte tem negado \u00e0s sociedades limitadas, a benesse da tributa\u00e7\u00e3o prevista no Decreto-Lei n. 406\/1968, tendo por par\u00e2metro, ora a forma com que a sociedade \u00e9 constitu\u00edda (limitada, por exemplo), ora baseada no m\u00e9todo de distribui\u00e7\u00e3o de lucros de seus s\u00f3cios entre si, se proporcionalmente ao servi\u00e7o prestado por cada um em nome da sociedade, ou se proporcionalmente \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o no capital social.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, h\u00e1 de se esclarecer que o fato de uma sociedade simples adotar o regime de sociedade limitada, n\u00e3o a torna automaticamente uma sociedade empres\u00e1ria. Em verdade, as municipalidades ao interpretar a norma do artigo 9\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968 confundem a limita\u00e7\u00e3o da responsabilidade perante as obriga\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, limitada \u00e0s quotas de capital social de cada um dos s\u00f3cios, com a responsabilidade pessoal pela presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, que decorre das normas que regulamentam a profiss\u00e3o dos s\u00f3cios.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, as profiss\u00f5es descritas no rol do Decreto-Lei n. 406\/1968 possuem cada qual, uma lei espec\u00edfica regulamentando e disciplinando a responsabilidade civil pelo exerc\u00edcio da profiss\u00e3o para o p\u00fablico, seja de forma aut\u00f4noma, seja atrav\u00e9s de uma pessoa jur\u00eddica constitu\u00edda para esse fim. Nesse cen\u00e1rio, conjugando esses regramentos profissionais, com a norma tribut\u00e1ria que instituiu o benef\u00edcio da al\u00edquota fixa, n\u00e3o se pode condicionar o gozo da referida benesse fiscal ao modelo societ\u00e1rio elegido pelos s\u00f3cios para a consecu\u00e7\u00e3o do objeto social da pessoa jur\u00eddica. A rigor, a responsabilidade pessoal descrita no artigo 9\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do Decreto-Lei n. 406\/1968 \u00e9 aquela descrita nas leis de reg\u00eancia de cada profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Desse modo, quando os servi\u00e7os prestados forem de car\u00e1ter exclusivamente intelectual, n\u00e3o se pode a partir da forma de constitui\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, avaliar o car\u00e1ter empresarial da sociedade, como o \u00fanico elemento para se definir se ela faz jus ao benef\u00edcio da al\u00edquota fixa de de ISSQN, porquanto existem sociedades limitadas que n\u00e3o s\u00e3o empres\u00e1rias, conforme preveem expressamente os artigos 982 e 983 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>Assim, a frui\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o privilegiada do ISSQN depende, basicamente, da an\u00e1lise da atividade efetivamente exercida pela sociedade, para saber se ela se enquadra dentre aquelas elencadas no \u00a7 3\u00ba do art. 9\u00ba do Decreto-lei n. 406\/1968 (itens 1, 4, 8, 25, 52, 88, 89, 90, 92 da lista anexa \u00e0 LC n. 56\/1987), bem como se perquirir se a atividade intelectual, cient\u00edfica, liter\u00e1ria ou art\u00edstica desempenhada pela pessoa jur\u00eddica n\u00e3o constitua elemento de empresa, ou melhor, nos termos do artigo 966 do C\u00f3digo Civil, que os fatores de produ\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e de organiza\u00e7\u00e3o empresarial n\u00e3o se sobreponham \u00e0 atua\u00e7\u00e3o profissional e direta dos s\u00f3cios na condu\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa, sendo irrelevante para essa finalidade o fato de a pessoa jur\u00eddica ter se constitu\u00eddo sob a forma de responsabilidade limitada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O Processo EAREsp 31.084\/MS, Rel. 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